16 de abr. de 2016

Congumelos do caminho


Os cogumelos estão onde há matéria orgânica e umidade. Não é planta, não é bicho. São lindos e variados. Alguns comestíveis e outros perigosos que podem ser venenosos e alucinógenos, ou as duas coisas juntas. Então, muito cuidado ao consumir porque existem muitos riscos porque há muitas espécies na natureza que podem ser confundidos. Esse chapéu é a parte externa do fungo que está instalado no tronco ou na terra. É desse chapéu que há a liberação de milhares de esporos. Esses vão pelo ar encontrar um local com as condições ideias para se desenvolver. Esse eu encontrei no Sítio São Pedro e não tenho nem ideia de qual espécie seja. Provar, jamais!

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Guia de Colector de Cogumelos

25 de mar. de 2016

Loa Maracatu Solar (2007)


Em 2007, atravessei a fronteira de espectador para chegar no brincante tirador de loa ou, como eu prefiro ser chamado, no macumbeiro. Nesse mesmo ano estava compondo, cantando e desfilando nos maracatus mais novo e mais tradicional, Solar e Az de Ouro. Estava ao lado de ícones dessa brincadeira carnavalesca como Pingo de Fortaleza, Descartes Gadelha, Inês Mapurunga e Alan Mendonça... Começar assim é o mesmo que ter a própria alma pintada de negrume. Desse tempo minha maior emoção foi a entrada do Maracatu Solar no corno da Avenida Domingos Olimpio com essa loa sendo cantada em unisono por todos os brincantes.

Patú

Wilton Matos e Marlene Freitas

Conheci essa simpática senhora na Vila dos Poetas em Maranguape, Ceará. Farmacêutica aposentada trabalhou com o lendário Abreu Matos implantando as Farmácias Vivas em Maranguape. De cara me convidei para visitar o seu jardim e aprender um pouco com essa pessoa. Fomos eu e Paola para essa visita numa manhã que a gente não esperava, nem imaginava. Na entrada, uma casa de alpendre recheada de plantas, flores, suculentas, cactos, árvores de impressionar. Eu soltando elogios e a Marlene falou: "é que você ainda não viu o quintal". Aí o quintal... é de tirar o fôlego, suspirar e sentar para se recompor de emoção e retomar a visita. Uma estufa de orquídeas, mais e mais flores, quase todas cuidadosamente identificadas. São de várias origens sendo compradas ou ganhadas.  Há também um roçado com milho, macaxeira, feijão. Árvores frutíferas e outro tanto de plantas medicinais. Claro!

Fiquei curioso de saber como foi pra ela chegar até aquela estágio. Senta que lá vem a história. D. Marlene contou que tudo começou na sua infância. Ela ainda nem falava direito e um tio colocava pequenas flores nas mãos da pequena Marlene e dizia: "Patú!". Ai ela se enchia de alegria, cores e odores. Quando dava uma vontade ela babuciava umas palavras para sua mãe: "Mãe, qué patú". E a mãe prontamente cacheava as mãos dela de "patú". Deu uma luz e uma esperança de sair dando os "patús" para despertar em todos esse encantamento pelas plantas. E essa história fica guardada de coração.

Fotos: Paola Celina

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6 de mar. de 2016

Os Poetas da Vila

Ray Lima, Carlos Amaro, Reginaldo FigueiredoAna Lourdes, Wilton Matos
Regina Lima, Iasmin Matos
Antonio Pinto


Um encontro de pé-de-jardim. Do pé-de-serra de Maranguape veio sementes de poesia. Esse momento foi plantado por Antonio Pinto, um vizinho que largou a cidade para viver na Vila dos Poetas em Maranguape. Essa Vila é uma experiência de vida coletiva baseada na transformação através da arte e da natureza. E o que eles foram fazer no meu jardim? Conversar, profetizar, poetar e cantar. Um papo nutrido de hortas, árvores, fotografia, poesia e a história de nossas vidas que agora, definitivamente, se entrelaçam para fortalecer uma rede de boas práticas ambientais e gastronômicas. 


15 de jan. de 2016

A História do Sítio São Pedro



A história do Sítio São Pedro é cheia de nuances e acasos perfeitos. Após sair do grupo dos véi que tentou criar uma ecovila, juntei-me com o meu pai, Raimundo Matos, na busca de um terreno para dar vazão a nossa vontade de plantar o que nossas mãos permitisse. Nem meu jardim, nem a calçada do meu pai cabiam tantas plantas. 

Rodamos de cima a baixo a serra de Maranguape. Vimos terrenos de todos os tamanhos, preços e condições de preservação, talvez uns vinte. Ainda há muita coisa linda nesse mundo. Tristeza foi ver tantas nascentes maltratadas com bananeiras e plantas exóticas. Quase toda semana nos embrenhamos em terrenos para encontrar aquele que equilibrasse os desejos, o nosso financeiro e as propostas. Era muito bom fazer incursões na floresta mas tínhamos que encontrar uma solução para a questão. 

Minha mãe, Ana Maria, religiosa que só ela, e com acesso vip as autoridades do céu, fez promessa detalhada e especificada para São Pedro na praia de Fleixeiras. Eu nem sabia da promessa. Quando já estava na iminência de desistir da empreitada, dei minha última cartada para um sítio que havia me interessado na serra da Aratanha. Restava só a inclusão de uma nascente para a garantia da soberania hídrica o que acabou acontecendo.

Ao observarmos os mapas, a grande surpresa. O Sítio chamava-se exatamente São Pedro. E no dia da assinatura da transferência do documento do sítio no cartório, quem estava lá?! São Pedro com todos os seus convidados e ainda o ilustríssimo Jesus. Todos celebrando numa Santa Ceia aquele momento tão importante na minha vida. E tem mais. São Pedro é porteiro do Céu. Em suas mãos estão as chaves do paraíso. E não é que a minha vida foi se fazer no CEU (Condomínio Espiritual Uirapuru) onde encontrei o Caminho para dar rumo a muitas coisa da minha vida e de outras pessoas que ali caminham.

Voltamos a Fleixeiras para quitar a promessa e minha mãe fez as suas preces e orações em agradecimentos a graça alcançada. O esforço não foi pouco. E como disse meu pai durante toda a busca: Só come caçote cobra que anda, então, bota a cobra para andar.

 

2 de jan. de 2016

Começando o Ano na Serra


Serra da Rajada. Apreciando o pôr-do-sol junto com a veiarada. Assim começa um ano que promete muito. 

27 de dez. de 2015

Calango


A gente vai jardinando e vai observando os bichos. E se ficar bem atento vai aprender sobre essas criaturas visitantes de jardim. Descobri que uma calanga (Tropidurus oreadicus) coloca seus ovos dentro do meu canteiro. Aí vez por outra aparece os seus filhos passeando. Eles são bem ariscos, difíceis de se aproximar, mas vejam só,  eles adoram banho. Quando estou regando as plantas eles se encantam com a água. Nesse momento eles não consegue me ver pertinho. Coloco eles na mão com tranquilidade e continuo o banho. Depois é só devolver e esperar o outro dia para uma nova interação com esses caçadores de lagarta e mosquitos.

Ovos de lagartixa que encontrei no canteiro. Depois devolvi para eles eclodirem.

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