2 de mai. de 2016

Borboleta-da-esperança (Siproeta stelenes)

Borboleta-da-esperança (Siproeta stelenes)

Verdes Borboletas? Onde há verde, há esperança. E quando estamos num lugar onde as borboletas são verdes?! A retórica se fortalece. É uma mensageira dos encantados guiando pelos melhores caminhos. "É por aqui!" A natureza existe para ser o melhor da vida e a humanidade perdeu o prumo e está mudando para um tom cinza. A borboleta é símbolo do caos. E é no caos que ela se encontra que eu quero estar e estou. No olho da espiral de um furacão de encantamentos. Bem no meio da floresta.

Essa borboleta pairou em minhas mãos quando estava no Sítio São Pedro buscando um terreno pra fazer uma casa. O nome na ciência é a Siproeta stelenes.  Seu colorido verde é incomum nos lepidópteros adultos. Tem preferência por áreas abertas. Está sempre em bandos e fazem revoadas em pequenas poças de água. Na fase de lagartas tem cor preta com espinhos, e prefere se alimentar durante a noite.

Fonte: netnature.wordpress.com

29 de abr. de 2016

Simplesmente


Simplesmente

Seja forte, tenha fé
Imagine sempre o bem
Mudanças não param de acontecer
Plenitude no amor
Liberdade de agir
Evoluindo para o melhor viver
Siga em frente com cuidado
Mãos dadas ao irmão
Emanado na paz
Noite e dia sem cessar
Temos, devemos e chegaremos
Espiritualmente a este lugar.

Reginaldo Figueirêdo 
Poeta da Vila dos Poetas em Maranguape

28 de abr. de 2016

Bico-de-lacre

Bico-de-lacre (estrilda astrild)
Surpresa de fim-de-tarde. Quando tentava por um pouco de ordem na minha horta surge um bico-de-lacre pra alegrar o momento. Parei tudo para pegar a máquina fotográfica. Deu pra chegar bem perto antes dele bater asas e voar. Vi de longe que ele estava acompanhado de outros.

Esse pássaro é de origem africana. É muito provável que tenha vindo no período da colonização em navios negreiros. Vive em zonas urbanas e se alimenta de pequenas sementes.

Ouça o canto

Fonte: Aves da Caatinga - Associação Caatinga

16 de abr. de 2016

Congumelos do caminho


Os cogumelos estão onde há matéria orgânica e umidade. Não é planta, não é bicho. São lindos e variados. Alguns comestíveis e outros perigosos que podem ser venenosos e alucinógenos, ou as duas coisas juntas. Então, muito cuidado ao consumir porque existem muitos riscos porque há muitas espécies na natureza que podem ser confundidos. Esse chapéu é a parte externa do fungo que está instalado no tronco ou na terra. É desse chapéu que há a liberação de milhares de esporos. Esses vão pelo ar encontrar um local com as condições ideias para se desenvolver. Esse eu encontrei no Sítio São Pedro e não tenho nem ideia de qual espécie seja. Provar, jamais!

Saiba mais...
Guia de Colector de Cogumelos

25 de mar. de 2016

Loa Maracatu Solar (2007)


Em 2007, atravessei a fronteira de espectador para chegar no brincante tirador de loa ou, como eu prefiro ser chamado, no macumbeiro. Nesse mesmo ano estava compondo, cantando e desfilando nos maracatus mais novo e mais tradicional, Solar e Az de Ouro. Estava ao lado de ícones dessa brincadeira carnavalesca como Pingo de Fortaleza, Descartes Gadelha, Inês Mapurunga e Alan Mendonça... Começar assim é o mesmo que ter a própria alma pintada de negrume. Desse tempo minha maior emoção foi a entrada do Maracatu Solar no corno da Avenida Domingos Olimpio com essa loa sendo cantada em unisono por todos os brincantes.

Patú

Wilton Matos e Marlene Freitas

Conheci essa simpática senhora na Vila dos Poetas em Maranguape, Ceará. Farmacêutica aposentada trabalhou com o lendário Abreu Matos implantando as Farmácias Vivas em Maranguape. De cara me convidei para visitar o seu jardim e aprender um pouco com essa pessoa. Fomos eu e Paola para essa visita numa manhã que a gente não esperava, nem imaginava. Na entrada, uma casa de alpendre recheada de plantas, flores, suculentas, cactos, árvores de impressionar. Eu soltando elogios e a Marlene falou: "é que você ainda não viu o quintal". Aí o quintal... é de tirar o fôlego, suspirar e sentar para se recompor de emoção e retomar a visita. Uma estufa de orquídeas, mais e mais flores, quase todas cuidadosamente identificadas. São de várias origens sendo compradas ou ganhadas.  Há também um roçado com milho, macaxeira, feijão. Árvores frutíferas e outro tanto de plantas medicinais. Claro!

Fiquei curioso de saber como foi pra ela chegar até aquela estágio. Senta que lá vem a história. D. Marlene contou que tudo começou na sua infância. Ela ainda nem falava direito e um tio colocava pequenas flores nas mãos da pequena Marlene e dizia: "Patú!". Ai ela se enchia de alegria, cores e odores. Quando dava uma vontade ela babuciava umas palavras para sua mãe: "Mãe, qué patú". E a mãe prontamente cacheava as mãos dela de "patú". Deu uma luz e uma esperança de sair dando os "patús" para despertar em todos esse encantamento pelas plantas. E essa história fica guardada de coração.

Fotos: Paola Celina

Clique para ampliar



6 de mar. de 2016

Os Poetas da Vila

Ray Lima, Carlos Amaro, Reginaldo FigueiredoAna Lourdes, Wilton Matos
Regina Lima, Iasmin Matos
Antonio Pinto


Um encontro de pé-de-jardim. Do pé-de-serra de Maranguape veio sementes de poesia. Esse momento foi plantado por Antonio Pinto, um vizinho que largou a cidade para viver na Vila dos Poetas em Maranguape. Essa Vila é uma experiência de vida coletiva baseada na transformação através da arte e da natureza. E o que eles foram fazer no meu jardim? Conversar, profetizar, poetar e cantar. Um papo nutrido de hortas, árvores, fotografia, poesia e a história de nossas vidas que agora, definitivamente, se entrelaçam para fortalecer uma rede de boas práticas ambientais e gastronômicas.