Serra da Rajada. Apreciando o pôr-do-sol junto com a veiarada. Assim começa um ano que promete muito.
2 de jan. de 2016
27 de dez. de 2015
Calango
A gente vai jardinando e vai observando os bichos. E se ficar bem atento vai aprender sobre essas criaturas visitantes de jardim. Descobri que uma calanga (Tropidurus oreadicus) coloca seus ovos dentro do meu canteiro. Aí vez por outra aparece os seus filhos passeando. Eles são bem ariscos, difíceis de se aproximar, mas vejam só, eles adoram banho. Quando estou regando as plantas eles se encantam com a água. Nesse momento eles não consegue me ver pertinho. Coloco eles na mão com tranquilidade e continuo o banho. Depois é só devolver e esperar o outro dia para uma nova interação com esses caçadores de lagarta e mosquitos.
Saiba mais...
Saiba mais...
28 de nov. de 2015
Arte da Terra no Minimuseu Firmesa
Já tem um tempo que eu percebo que nem todo mundo acorda cedo pra plantar. Estamos trocando o relógio da natureza sabe-se lá pelo o quê. Bem, não devia ser assim. Acordar tarde é pegar o Sol já implacável. Então, os que foram chegando já fui colocando suas mão na massa, ou melhor, na terra. Aprender fazendo, construindo, em contato com a mãe Terra. Trabalhar a terra exige um preparo físico mas a recompensa é a cura do espírito. Essa manhã fluiu no grande jardim do Minimuseu Firmeza. Diversas árvores frutíferas nos davam a sobra e a brisa para aquietar o calor dos "brobrobró" de novembro.
Usamos o que tinha: telhas, folhas, adubo, mudas para criar jardins ornamentando as árvores. Criamos um círculo de proteção e refúgio para minhocas e outros bichinhos parceiros das plantas. Nos coqueiros esse círculo tem ainda a função de evitar acidentes impedindo de desavisados ficarem aguardando um coco no quengo. Nos inspiramos nas mandalas bordadas por Nice Firmeza para desenhar os canteiros e deu no que deu de beleza. Essa atividade também teve um toque do movimento "Land Art" surgido na década de 60 que faz uso de materiais naturais para construir as obras de arte.
No final, simplesmente emocionante, as pessoas que brotaram do jardim, umas 50 pessoas, fizeram roda em torno do Baobá. Ele abriga as cinzas do artista plástico Estrigas. O momento foi para despertar as árvores que estão um tanto adormecidas em nossas mentes. Então, relembramos vários nomes de árvores até findar num abraço de baobá coletivo.
Saiba mais...
http://www.minimuseufirmeza.org/
Clique para ampliar...
Saiba mais...
http://www.minimuseufirmeza.org/
Clique para ampliar...
7 de jun. de 2015
Mandala na Sociedade Sem Dinheiro
A convite do Crítica Radical, estive no Sítio Sociedade Sem Dinheiro que eu carinhosamente chamo de Sítio Cururu. Então, reunimos o grupo e construímos um grande canteiro em formato de mandala. Reaproveitamos troncos e galhos para a fertilização da terra e abrigo para microorganismos e bagana de cajueiro para retenção de umidade no solo. Isso enquanto Rosa da Fonseca nos dava os rumos da emancipação humana e Hugo Theóphilo dicas de pão caseiro com fermento natural para os nossos lanches.
Clique para ampliar...
30 de mar. de 2015
Cozinhar é preciso
| Durante |
| Depois |
Cozinhar nunca esteve no meu repertório de habilidades. Não mesmo! Quem me conhece sabe o meu drama e meu trauma gastronômico. Cachorro da rua já fez pouco da minha comida e até água na panela consigo queimar.
A falta desse dom de cozinhar tem me incomodado porque estava nos meus planos quando fui morar sozinho. E vou me incomodando mais ainda a medida que conheço a péssima qualidade dos alimentos que sou induzido a consumir na minha rotina. É uma distribuição generalizada de produtos contaminados com agrotóxicos, de alimentos transgênicos, frutas sem sabor e pouco nutritivas. Por minha saúde é preciso fazer uma revolução.
Montei uma estratégia que parte de algo que sei fazer bem que é plantar. Assim, troquei a minha grama por plantas comestíveis e propositalmente criei um problema. O que fazer com todas essas plantas comestíveis? Comer! Claro! E digo que essa estratégia está funcionando bem. A princípio os meus sucos ganharam um tempero de hortelã, menta e couve. O pão-de-queijo de forno ou frigideira recebe os majericões. As saladas a flor-madeira, joão-gomes, tomates... O arroz vem com os pimentões, a salsa e a cebolinha... Milho natural e cozido é algo muito saboroso. Agora já consigo colocar mais sabor e saúde na mesa.
E o cachorro, no entanto, ainda não come da minha comida. Dessa vez é porque não sobra nada.
Agradecimentos sinceros e singelos a Hugo Theóphilo, Hermano Filho e Manoela Silva pelas dicas.
18 de fev. de 2015
Conversa no pé-de-árvore.
![]() |
| Foto: Nigéria |
Quando a lua é nova e a força das plantas desce para as raízes, eu me dedico a arte de podar. É o momento certo para dar uma arrumada na copa das árvores, fazer uma limpeza, dar rumo aos galhos desgarrados. Com a poda é possível dar altivez a uma árvore que tenha envergado pela ação do vento, reparar algum dano causado por brincadeiras infantis ou maldades adultas descompromissadas com o meio ambiente. A fome voraz do gado de rua também causa seus estragos. Os jumentos tem preferências por plantas de praça.
Acordei cedo e cuidava da poda das árvores da "minha praça" no bairro Passaré. Algumas pessoas se exercitavam e também cultivavam o ato de se isolar no mundo com seus aparelhos de produzir felicidade. Aí, chegou um casal de idosos, atropelando a cordialidade de um bom-dia, o velho foi logo perguntando:
- Meu fi, tô com um pé de siriguela lá em casa que não desenvolve. O que eu faço?
Sentei no pneu-canteiro do pé de oiticica que estava tratando e respirei.
- Bom dia!... Bem… uma árvore precisa de 3 coisas basicamente: luz...
- Tá tomando sol o dia quais todo - ele respondeu.
- Água...
A mulher foi mostrando serviço.
- Rego toda noite. Num falta água pra bichinha.
- … e adubo.
O homem coçou a cabeça e não achava que estava fazendo nada de errado. Mas, a mulher disse que tinha aparecido uns fiapo branco, muito provavelmente era conchonilha, e o homem se entregou…
- Taquei baigon!
Baixei a cabeça e veio um aperto no coração. Falta educação, controle e muito bom senso no uso desses produtos químicos. O povo se envenena de "cum força". Numa tentativa desesperada de salvar a planta fiz um pedido.
- Aproveite a lua nova e tire toda a folhagem para tentar salvar a planta. Adube com esterco curtido que na lua cheia ela dá uma melhorada.
Só faltei pedir pra ele fazer uma oração e perdão pela maldade que ele cometeu. E saíram discutindo pelo meio da praça. A mulher abofelando feio com ele porque ela tinha dito que não era pra colocar veneno… "ô cabinha teimoso" ouvi ao longe.
Saiba mais…
9 de dez. de 2014
Bem-te-vi
Bem-te-vi (Pitangus sulphuratus)
Ao introduzir um elemento a mais no jardim pode esperar que vai aparecer novidade. A minha bacia de aquaponia é uma novidade atrás da outra. Comecei com uma e já são quatro. E olha quem veio banhar-se nas águas da aquaponia. Praticamente todos os dias o bem-te-vi vem se refrescar aqui no jardim. De dentro de casa da pra ver os mergulhos. Agora eu entendi porque os peixes não aumentam na bacia.
O bem-te-vi é um pássaro bem popular em todo o Brasil. Tem grande capacidade de se adaptar aos vários tipos de ambiente porque tem uma alimentação bem variadas. Come insetos, frutas e até comida de cachorro. Algumas vezes se torna agressivo para defender seu território. Já assisti esse pássaro bicar em pleno ar um gavião desavisado passando pelo Passaré. Não é difícil ele atacar também seres humanos com bicadas na cabeça. Consegue pegar abelhas em pleno ar. O seu nome vem da onomatopeia do seu canto.
Assinar:
Postagens (Atom)









