19 de nov. de 2016

Percursos Urbanos


No Percursos Urbanos desse sábado estava no roteiro a visita ao meu santuário e jardim. O interesse na proposta do percurso, que era visitar as hortas dentro do perímetro urbano de Fortaleza, despertou o interesse de 77 pessoas que mal cabiam no ônibus. Vê-se que as pessoas começam a buscar mais sobre o como plantar um pouco do próprio alimento e do remédio. O caminho é por aí.

Como o roteiro sofreu uma alteração de última hora esse grupo nem passou por aqui. Resolvi deixar um pouco do que seria visto no meu pedacinho de terra. O Virgo, meu sapo, ficou super nervoso, pois nunca pensou em estar a frente de tantas pessoas. Com certeza haverá outras oportunidades para essa vivência de mostrar o que é possível em pequenos espaços.


18 de nov. de 2016

Pula-pula Rural na Agrofloresta


As atividades da agrofloresta vão acontecendo e os problemas vão surgindo. E na permacultura esses problemas viram soluções. Temos muita matéria orgânica disponível e difícil de triturar. Tem sido difícil vencer a trituração dessa material com facões e um triturador pequeno. Mas, nada que um, ou dois, talvez três, buraco de bananeira não resolva. Essa tecnologia também pode ser chamada de círculo de bananeiras. 

Normalmente a solução dada para esse material é tacar fogo. Sabidamente, preferimos abrir um buraco no meio da agrofloresta, pra ser exato, no canteiro de cobertura, e fazer esse círculo. Futuramente plantaremos mãmão, batata e banana. Cada buraco tem 1m de profundidade e 1,4m de diâmetro. Colocamos os galhos começando pelos mais grossos por baixo e os mais finos por cima. Quando chegar o período de plantio vamos plantar até 6 bananeiras em cada círculo. Preenchemos com uma camada de folhas para segurar toda a umidade possível. 

Essa abertura vai servir de entrada de água da chuva para a parte mais baixa do terreno da agrofloresta reforçando o conceito de plantar água. Crianças que somos, descobrimos que pode ser um ótimo pula-pula! 

Nesse dia tivemos a integração de mais uma comunidade do CEU na Agrofloresta Caminho com a chegada da Toca de Assis. Irmã Celina veio na missão de conhecer, descobrir e se encantar com a agrofloresta. O Alfredo também chegou para fortalecer o grupo de caminheiros.

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Círculo de Baneira

12 de nov. de 2016

Do Calabouço à Theophilândia


Cerrados os portões do Calabouço, um mundo de prisões e incômodos, agora abrem-se as porteiras da Theophilândia. Nesse novo mundo da família Theóphilo muitos sonhos são possíveis, algo mais próximo da liberdade e a possibilidade de uma vida (ou morte mesmo) com mais vida. É pulsante em tudo que vemos nesse espaço. Nesse hiato de transição entre esses mundos, muitas transformações aconteceram no sítio e pudemos conferir na primeira oficina sobre compostagem. 

Um mote que não mudou para os participantes é o convite ao incômodo do nosso modo de vida, se é que é vida. E não há como não se incomodar ao ver a natureza sintrópica que cura os olhos, o corpo, a alma e mais outras tantas dimensões possíveis de nós. O Hugo largou o emprego, a casa e a cidade para mostrar que é possível.

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