A colheita no Sítio São Pedro já começou e com tanta chuva ainda dá tempo de plantar muito mais. A gente se diverte e ainda come melão. Família Matos toda nos matos cultivando canteiros. A Wladiana, minha irmã, chegou com as medicinais, fez sociedade nos canteiros da minha mãe e teve o apoio da Nayana. Eu e meu irmão ficamos na estrutura levantando um abrigo com mais cobertura. Para afastar os gafanhotos das favas , serumaninhos de fome voraz, pulverizamos calda de fumo. Meu pai enfrentou sozinho a limpeza dos canteiros de cultura. É sempre bom estar de luva para evitar qualquer acidente com animal peçonhento. Hoje nos visitou uma tarântula, um escorpião e uma lacraia. Apareceu também uma nova espécie de bicho pau com 30cm de comprimento. Poucas fotos, muita chuva!
11 de mar. de 2017
Bicho-Pau
10 de mar. de 2017
Biodiversidade de Jardim
Essa natureza é cheia de absurdos de extrema beleza. Não satisfeita com todos os encantados ela me aparece com uma pequena nuvem de vagalumes verdes. Meu jardim parecia que estava enfeitado para o Natal. Não é por acaso que aparece tanto bichinhos. Sem venenos e com muita variedade de planta não há outro resultado. É um festival de formas e encantamentos. Passaria horas meditando nessa contemplação.
8 de mar. de 2017
Yoga na Agrofloresta
Alguns contratempos na atividades de hoje da agrofloresta não conseguiram abalar nossa vontade de ser feliz. Optamos por meditar e aproveitar para pedir que boas energias espantem todas essas muriçocas que aportaram no Caminho. Solução, e não vejo outra mais agroecológica, é plantar sapos. Fazer uns laguinhos com peixe e plantas aquáticas. Fizemos uma prática de yoga kundaline com a agrofloresteira Nayana Castro, representante feminina no Dia Internacional das Mulheres. Respirar é uma arte, parar e meditar também. Enquanto a chuva caia na floresta, nós caímos em profunda meditação. Numa passadinha nos canteiros vimos a diversidade é tudo multi. Muitas plantas consorciadas entrelaçando energias da vida. Um canapum para celebrar!
6 de mar. de 2017
Alecrim Pimenta
As atividades no Sítio São Pedro não são fáceis. Primeiro tem que acordar cedo e enfrentar um engarrafamento pra sair de Fortaleza. Depois as atividades com a terra são fortes e exigem uma boa condição física. Há sempre algum perigo como espinhos, lacraias, escorpião, cobra, então é preciso estar atento. E para quem não tem costume, é preciso ter muito fôlego para ver, sentir e viver tanta beleza na serra. O vale é de um verde que limpa a vista melhor que qualquer colírio, o ar que desce na brisa é puro, a terra tem uma textura incrível e a chuva sempre anuncia a sua chegada. Ah! E as cachoeiras... sem palavras e sem imagens! Julia Jardim e Mariana Menezes passaram por tudo isso e ainda plantaram bananeiras, mamão, taioba, açaí e quiabo. O pai tá feliz da vida com o seu roçado de melão, melancia, jerimum, macaxeira... É só alegria!
1 de mar. de 2017
Segura a Chuva
Hoje vamos aprender a conter a água da chuva. A estrada de acesso a casa em tempos de chuva vira uma cachoeira. Corre muita água. Hoje fizemos algumas valas de infiltração e umas barreiras pra tentar segurar reduzir a velocidade da água. Ainda não chegamos na melhor maneira mas estamos estudando. Começamos a aplicação de calda de fumo para tentar espantar os gafanhotos que tem uma fisura por favas e feijões. Dessas culturas nada prosperou por conta dos famintos gafanhotos. Tentando favorecer a cadeia alimentar, criamos laguinhos para os sapos ficarem mais perto dos gafanhotos apetitosos. Família Matos e agregados em peso. Faltou só a mãe! Mas, suas roseiras já abriram os botões.
| Wilton, Raimundo, Jocastra, Wlailton, Wladiana e Rafael. |
24 de fev. de 2017
Cobra Falsa-Coral
Encontramos essa falsa-coral entre as leras da agrofloresta no Sítio São Pedro. Esta serpente não apresenta nenhum risco ao ser humano, quando ameaçada sua única ação é fugir. É importante preservar as serpentes porque elas fazem controle de outras espécies de animais, como sapos e lagartos, equilibrando o ambiente.
Quando começamos a plantar na agrofloresta chegou os gafanhotos para comer as folhas, depois vieram os sapos e agora as serpentes estão povoando o mesmo espaço. Um bicho vai controlando o outro.
Com a falsa-coral não há perigo. Já a coral-verdadeira o risco é realmente verdadeiro, que é de quem ela faz mimetismo (capacidade que uma espécie tem de copiar as características de outro animal) para enganar seus predadores. O curioso é que a coral-verdadeira é predadora da coral-falsa. Lembrando que em caso de acidentes com animais peçonhentos o atendimento deve ser imediato. Corre para o CEATOX no Hospital IJF (Instituto José Frota) de Fortaleza.
Rei das Serpentes. A diferença entre a verdadeira e a falsa-coral.
Déborah Paiva no manejo da cobra do Sítio São Pedro
Rei das Serpentes. A diferença entre a verdadeira e a falsa-coral.
Déborah Paiva no manejo da cobra do Sítio São Pedro
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