6 de jun. de 2016

Abraços de Rambutam

Rambutam

Quando ativista do Movimento Pró-Árvore, eu andava nos eventos com a Mala da Prosperidade. Sementes raras de árvores numa pequena Arca de Noé. Nesse tempo acontecia um intercâmbio interessante de sementes, principalmente nativas. Ainda faço coleta, tratamento e plantio de sementes sempre que elas aparecem. Mantenho um pequeno viveiro em casa com cedros, oitis, jacarandás, xixás... das sementes que cato no mato ou na rua.

Heliane Cápua, permacultora e catadora de semente, é infalível na hora de me dar presentes quando passa por Fortaleza. Sementes! Guarda dos frutos que prova e de outras nas suas andanças pelo Brasil. Dessa vez me trouxe pau-santo, mangostão, manjericão e rambutam. E hoje o rambutam acordou de braços abertos para a vida acima da terra. Abraços de rambutam!

Que interessante seria ter mais espaços de troca de sementes. Que bom seria que todos tivessem um viveiro de mudas dessas sementes. Ótima atividade para crianças!

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Rambutam


4 de jun. de 2016

Faz Sentido Plantar Árvores



Plantar uma árvore pode ter muitos significados. O nascimento de um filho, a morte de um ente querido ou companheiros do trabalho e das lutas. In memorian já plantei baobás para os meus bisavós. Pode-se plantar planejando no futuro construir uma casa ou ainda demarcar uma terra conquistada como fizeram os índios Jenipapo-Kanindé em sua reserva. 

Hoje foi dia de dar sentido ao plantio de uma árvore. Celebrar a vida, os ciclos e o aniversário de uma grande companheira de movimentos ambientais, Manjari. Como a felicidade é um sentimento difícil de mensurar, não se sabe se a felicidade maior era dela de receber o presente ou a minha de estar dedicando esse plantio. Eu, Majari e sua amiga Camila Pessoa fomos até a avenida Domingos Olimpio, centro de Fortaleza, ocupar uns berços no canteiro central com ipês-rosa. 

O ato de plantar provoca reações inesperadas nas pessoas que passam na rua. É quase recitar um poema que desconcerta o nosso juízo. Embora não seja sempre hoje foi o dia de encontrar os seres encantados. Nos ajudaram com água para a rega e até se comprometeram com essa missão. Outro trouxe uma chibanca para arrancar um pedaço de tronco. O dono do SexShop até propôs enviar uns projetos. Um homem, que conversa com soins da rua, consertou nossos cavadores e ainda deu água e frutos na sua casa onde conversamos sobre árvores. E assim celebramos a vida!

Saúde, paz, alegria, amor e felicidade. Cumaaaade!

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3 de jun. de 2016

Terapia da Jardinagem


Ganhei esse oráculo de jardim da Marilac do Projeto Caminho. Nele, várias frases que reforçam os caminhos de conexão que ocorrem dentro mim e todo o organismo chamado jardim. Um presente desses é alegria de dia de colheita e um guia para as nossas atividades no Condomínio Espiritual Uirapuru.

1. 


Nada satisfaz tanto nosso 
espírito e nossas emoções
como sentir a natureza através
da jardinagem. Cultive seu 
espírito ao cultivar essas 
flores, frutas e hortaliças.

6. 

Por vezes, melhor é plantar
uma horta apenas por plantar
do que pela colheita que dará.
Que sua colheita seja então 
o próprio plantio!

9. 

Se você mora no alto de um
arranha-céu, ainda assim pode
cultivar um jardim e ficar em
contato íntimo com a criação.
Ponha seu vaso na janela.

27.

A jardinagem e a natureza
nos recordam que somos parte 
de algo bem maior do que 
conseguiríamos compreender:
algo que nos precedeu
e sucederá. Deixe esta intuição
ajudar a manter os desafios da 
vida em sua real perspectiva.


Amor de Voo Pássaro (2005)


Amar é voar. É dar o chão como perdido. O coração sem saber se para ou bate, bem forte em você. A liberdade reina e não há manuais ou bulas. Só bulinagem no nosso juízo. E ainda que seja só por cinco minutos, vale voar pássaro e alto no amor.

Amor de Voo Pássaro
Wilton Matos / Thatiane Paiva

Amor há de ser livre
Sem hora marcada
Sem aviso prévio
Sem bula de remédio
Irremediavelmente leve

Sem receio, anseio ou dor
Sem preço que se pague
Sem dívida que se cobre
Sem água que se afogue
Se houver chuva, ameaçar

Amor há de cheirar terra molhada
Há de limpar a vista da bruma, desembaraçar
Há de tirar a dor de cabeça, não tiranizar

Pois guerra nem domina amor
Pois guerra nem domina amoooor

É preciso acordar e ter chão a pisar de areia fina
Escovar os dentes pra brincar com a espuma na boca
Alimentar-se com pãp-mel-de-ló-melodia
Correr o dia na pele, arrepiar lembrar
Deitar o sono justo das horas vãs sem serem vazias

Passar por essa vida e viver algo assim...
Pra não fadar o amor ao fracasso
Pra poder ser feliz e amar em cinco minutos, que seja (instantaneamente)

E voar

Pois guerra nem domina amor
Pois guerra nem domina amoooor

Buscando por Novos Caminhos

Auxiliadora, Beth, Marilac, Fran, Wilton Matos, Leonete, Sérgio e Luzia.

O Caminho é um sonho humanitário e espiritual que acontece dentro do Condomínio Espiritual Uirapuru (CÉU). Contempla os egressos do sistema penitenciário do Estado do Ceará com uma oportunidade de mudança e transformação. E nós, buscando a transformação do próximo, nem nos damos conta que a grande mudança ocorre forte na nossa alma e nos nossos corações. Somos nós a metamofose desse processo. Gratidão por estar nesta equipe multidisciplinar, multisentimental, multiespiritual.


2 de jun. de 2016

Dindinha (2009)


A primeira parceria com Henrique Beltrão. Poeta letrado, radiofônico e de abraços largos. Poema colhido do livro do poeta, Simples, e germinado por mim em canção e amizade. É muito boa a imagem de sarau de quintal que essa canção traz, desses que já vivi muitos em Fortaleza. Antes era logo ali atrás e já estávamos num sarau, mas hoje tanto eu preciso voltar para eles e eles voltarem para nossa vida.

Dindinha (A Casa da Poesia)
Wilton Matos / Henrique Beltrão

Dindinha
O dever de casa do poeta é fazer da poesia sua casa.
Ela mora nos poemas em que ele se faz....
Venha ver o quintal, fica logo alia atrás.

Tem pé de rima, pé de verso branco,
Tem verso livre pelo chão,
Tem vermelho encarnado
Dentro do meu coração.

Céu de Banabuiú (2006)


Morei em Banabuiú quase três anos. Posso dizer que minha vida tem um marco nessa cidade. Pelas pessoas que conheci, pela força das águas e do sertão de caatinga, a cultura dos violeiros e festivais de música.  Esta canção foi composta com Ninno Amorim aguardando o momento de subir ao palco para o Festival da Canção da Banartes de 2006.



Céu de Banabuiú
Wilton Matos / Ninno Amorim
Violão Eagle cedido por Hugo Theóphilo

Bana, bana, bana
Teus rios que sangram
Teus ares que amam
No imenso azul

Do céu, do céu, do céu 
De Banabuiú

Tuas águas invadem

As passagens molhadas
Das gentes na estrada
Sem mar nem mel

No céu, no céu, no céu
De Banabuiú