15 de ago. de 2016

Forno Solar

Arroz e legumes
Pão de queijo de legumes.
Quando as chuvas se vão é tempo de colocar o forno solar pra funcionar. Com o Sol tinindo no céu do Ceará, e sem previsões de chuvas nenhuma por aqui, temos uma fonte inesgotável e pouquíssima aproveitada: o Sol.

Tenho um forno solar que cabem três panelas pequenas. Dá pra fazer muita comida para 3 ou 4 pessoas que comem moderadamente. Nele não se faz frituras só cozimento que é demorado, leva de 3 a 4 horas dependendo das nuvens. Por isso, quando saio de manhã muito cedo para o trabalho eu já coloco ele no lugar. Liga no automático depois que o Sol faz aquele espetáculo no céu do amanhecer. Ao voltar do trabalho, encontro a comida pronta, quentinha e saborosa. Nesse forno os alimentos não queimam, então não precisa se preocupar com o tempo.

Já testei com peixe, frango e bode e o cozimento é perfeito. Então, dá pra reduzir o uso do gás de cozinha que é caro pra ampliar o uso do Sol que é dado pela natureza.

Se quiser adquirir um é simples. Faça o seu! O José Albano é um grande divulgador, incentivador e cozinheiro de forno solar. Ele disponibilizou um manual passo-a-passo. Divirtam-se montando um e bom apetite para quando ele tiver funcionando.

Manual para Construir o Forno Solar
https://fornosolar.wordpress.com/construindo-o-seu/

Forno solar desligado
Panela preta são melhore
Cozido de Bode
Cozido de Frango

O Canto de Odoiyá (2014)




Yemanjá é um dos Orixás mais reverenciados, mais cantados, mais presenteados. Há dois dias de celebração para ela, sendo 2 de fevereiro e 15 de agosto, onde as casas de candomblé e umbanda, respectivamente, vão à beira-mar para fazer suas oferendas. Rainha das águas do mar e mãe de quase todos os Orixás. Ela é fecundidade, a força da natureza e o amor materno de proteção.


O Canto de Odoiyá
Wilton Matos / Aluísio Ti Aganjú

O afoxé Oba Sá Rewá
Vem cantar os segredos
Os segredos desse mar

Com suas lindas sereias
As vozes que vem do mar
Com suas lindas sereias
E o canto de Odoiá

Olo dò fí olo dô
Ìya kèkèré
Olo dò fí olo dô
Ìya kèkèré

Yamassê, Ôgunté, Assessú e Assabá
Salve todas elas
Todas mães de Orixás

O mar é sua morada Odoiá
E na praia vem saudar Odoiá
Os festejos e presentes
Que acabamos de ofertar

11 de ago. de 2016

A Semente da Mudança (2016)


A semente é uma tecnologia de transformação. Será por isso que os homens perversos querem dominá-la? Não deixemos! Plantemos o nosso alimento, o amor, a liberdade, a alegria. Vamos mais além: plantemo-nos! A mudança é necessária. É preciso ter consciência para nos guiar nos novos caminhos que estão surgindo. Companheira Rosa! Honra e gratidão pela parceria, por suas lutas, pela ternura e por sua história que não é escrita mas cravada a cada dia.


A Semente da Mudança (Ciranda da Emancipação)
Wilton Matos / Rosa da Fonseca

Venha pra roda
Venha pra roda cirandar
Deixe de medo da crise
Não se barbarize
Venha se emancipar

A natureza
Ela mostra o caminho
E o nosso guia é a consciência, o despertar
Eu vou plantar, eu vou colher
Eu vou regar
A semente da mudança vai agora germinar

A humanidade
Nunca se viu tão doente
E segue um rumo que pode se exterminar
Eu vou seguir, eu vou gritar
E proclamar
Por toda a humanidade, hoje vou me emancipar

Mandala das Letras (2010)


Se cabe mais poesia no meu jardim?! Cabe demais! Os versos abrange mais que a minha vida. O poema vai além, sempre está. Matéria prima de minhas canções. Cirandas e sentimentos que rodopiam em notas musicais. Fecham-se e se abrem em ciclos que pousa no pensamento de quem se faz presente no sentido das palavras.

Mandala das Letras
Wilton Matos / Henrique Beltrão / Alan Mendonça


Cabe um poema a cada instante
A ponta da pena se faz tinta
Em versos que aproximam o distante
Se abrange a vida e não finda

Cada letra tem seus caprichos
Uma uma pousam no papel

De arraias e arreios andarilhos
Serenando aquarelas num dossel

Alheias senhoras dos sentidos
Em ciranda, tecendo mandalas
São asas e ventos, ventre e umbigo
Sempre ficando e arrumando a mala.

9 de ago. de 2016

Visita à Toca de Assis


O curso de Jardim Comestível ainda alimenta encontros e vivências. Hoje, alguns dos participantes deste curso, seguiram para uma visita à Fraternidade Toca de Assis no bairro Damas de Fortaleza. A aspirante Lidiane e a Freira Lidiane Maria nos receberam, mostraram e contaram tudo sobre o que acontece ali.

Da casa partem diversas atividades que confortam e aliviam principalmente as mulheres na condição de rua. Uma dedicação na busca pela dignidade e reconciliação dos laços familiares dessas pessoas. A Toca de Assis é um ponto de passagem para essas buscas. 

Aspirantes, noviças e freiras tem uma vida de renuncia e dedicação a essa missão. Conseguem manter uma harmonia no ambiente que faz a gente vibrar junto. Há uma capela acolhedora. Na porta, talhado na madeira, um pelicano alimenta seus filhotes com a própria carne simbolizando Jesus Cristo. Todos os ambientes cuidadosamente ornamentados.  

Em breve a Toca de Assis será vizinha do Caminho no Condomínio Espiritual. Isso deu mais força ao convite para participação delas no grupo Agrofloresta Caminho. É mais biodiversidade na floresta do CEU.

Nesse dia ainda comemoramos o aniversário do Paulo. Ele já passou pelo Caminho e agora trabalha para a Administração do CEU. Saúde, paz, alegria, amor e felicidade! Nessa festa, além das pessoas da Toca, ainda estavam o Marlin do Intervalo, o Raimundo da Anspaz; Lidiane e Larissa da Toca de Assis; eu, Manuel e Marilac do Caminho.

6 de ago. de 2016

Baobás e Pequenos Príncipes

O Pequeno Miguilin celebrando um ano do plantio do seu Baobá. (foto: Rodolfo Silva)
São de pequenas sementes, atitudes, bebês, sorrisos, abraços, canções que se formam os grandes eventos de nossa vida. Começam assim, picototinhos. Pode partir de um Pequeno Príncipe e seguir até que os impossíveis estejam mais presentes em nossa vida. E um dia ganhei sementes de Baobá para fazer imensidões.

Enquanto o Pequeno Príncipe revira o universo para resolver o problema dos baobás no planeta B-612 aqui na Terra o movimento é inverso. Espaço é o que não falta para muitos baobás. Em 2012, ganhei do pernambucano Gilberto Vasconcelos do Bioma Urbano um fruto da árvore cheio de sementes. Comi o fruto e guardei as sementes. Recebi todas as dicas de germinação e cultivo. Agora, sempre que se há um sentido planto um baobá.  É uma árvore com tanta importância, poder e significado que não se deve plantar em vão. Ela deve marcar as celebrações, os nascimento, as memórias e as partidas.

Aqui, algumas dessas sementes que germinaram. O Miguilin, celebrou um ano de plantio com um abraço de baobá, e já fazem 4 anos do plantio. No sertão do Cedro há dois baobás nas terras de meu pai e minha tia em memória dos meus bisavós, um para Mãiôta e um para Paiôto. No sítio Brotando a Emancipação para a partida de uma companheira de luta num plantio emocionante. E o próximo a ganhar o chão será no Sítio São Pedro para a partida da minha vó Jucileide.

Na terceira encarnação eu passo por aqui para admirar as imensidões. As pequenas sementes que viraram baobás, os pequenos príncipes que se tornaram grandes reis. Para ser grande, cultivo em mim a essência de semente.



Na empresa
Sítio Paiôto - Cedro
Sítio Brotando a Emancipação


























3 de ago. de 2016

Agrofloresta em Análise


Esse dia foi dedicado a análise e coleta de dados do terreno. Conhecemos o trado, ferramenta utilizada para coletar amostras do solo, apresentado por Hermano Custódio. Ele mostrou como coletar e observar o solo. Ainda coletamos material para análise físico-química e biológica. Tirada as medidas do terreno, declividade de 0,625% e 456m² de área para implantarmos a agrofloresta. Verificamos os dados de clima, ventos e disponibilidade de água. A vegetação nativa ainda vamos realizar uma trilha para inventariar as espécies existentes.

Houve dois momentos bem interessantes. Um foi o depoimento da Lise Souza sobre o andamento das atividades no seu terreno em Itaiçaba já aplicando as orientações que o grupo vem desenvolvendo. E o outro foi com o Hermano Filho, que não é filho do Hermano Custódio. Ele trouxe do encontro com a Neide Rigo do blog Come-se várias sementes e tubérculos para nossa apreciação. O Hugo não conseguiu manter o controle. Vê-se nas imagens. E assim a casa de sementes começa a acontecer.

Estiveram presentes: Edson, Gil, Jeannette Pouchain, Hermano Custódio, Jonathan, Lise Souza, Francisco Célio, Camila Gonçalves, Vanda Maria, David Bandeira, Silene Gonçalves, Hugo Theóphilo, Betânia Bandeira, Raimundo Matos, Adriana Wanderley, Lena Iório, Hermano Filho, Rosa da Fonseca, Sandra Helena e Wilton Matos

Próximo encontro será de planejamento.